PatriciaG

Crédito Habitação a 5 ou 10 anos TAXA FIXA

37 publicações neste tópico

Caros,

Preciso da vossa opinião sobre qual o melhor dos dois cenários seguintes:

Cenário A: Empréstimo de 130.000€ com uma taxa fixa a 5anos de 2,75% (mensalidade de 448,68€). Sendo que após os 5 anos o spread contratado será de 3,35% acrescido da Euribor em vigor;

Cenário B: Empréstimo de 130.000€ com uma taxa fixa a 10 anos de 3,5% (mensalidade de 507,20€). Sendo que após os 10 anos o spread contratado será de 3,35% acrescido da Euribor em vigor.

Dos dois, e mediante a situação actual e a previsão da subida da Euribor nos próximos anos, qual dos dois cenários vos parece o melhor?

Obrigada.

PG

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Depende - estás a contar fazer amortizações extraoridnárias com frequência? Ou ir apenas pagando a prestação? E por quantos anos é o empréstimo?

Dos dois eu optaria pelo primeiro. É verdade que historicamente a Euribor 3M só esteve abaixo dos 2% agora nestes anos de crise, e imagino que não vá ficar assim para sempre, mas a oportunidade de poupar mais nos primeiros anos parece-me que compensa a diferença para os anos seguintes (em que poderia amortizar o que fui poupando).

No entanto, o spread acima da Euribor após esse tempo parece-me bastante alto. Por quanto andam os spreads hoje em dia para empréstimos indexados à Euribor? Creio que só compensaria se aproveitasses esses primeiros anos para aforrar bem e ir amortizando ao empréstimo antes de chegarem as taxas mais altas. Não te esqueças que mesmo ao fim dos 5 anos, ainda vais dever uma boa parte desse dinheiro (tanto mais quanto maior o prazo do empréstimo, daí ter perguntado ao início pelo prazo) e que uma diferença de 1% no spread durante a maior parte da vida do empréstimo pode ser bem mais importante do que aquilo que poupes agora no início... A menos, lá está, que tires partido dessa poupança...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Paulo obrigada pela tua resposta.

O empréstimo é a 45 anos :-/

Não estava a contar fazer amortizações, pelo menos num prazo de 10 anos tenho a certeza que isso não seria opção.

Os spreads hoje em dia andam entre os 3,75% e os 5,5%.

Pelas duas simulações que me deram, amortizo muito pouco em ambas. No caso de taxa fixa a 5 anos amortizo cerca de 7.800€ e a 10 anos amortizo 14.500€ (números redondos).

O meu receio é que a Euribor suba, o que penso que é inevitável, para valores que antes da crise eram os considerados "normais", cerca de 2% por exemplo. Mesmo que ao final de 5 anos consiga negociar o spread de 3,35% para um mais baixo, penso que seria óptimo se me dessem um spread de p.e. 2%. E o que penso é, se me derem um spread de 2% + Euribor a 2% (futurologia ninguém pode saber) dá uma taxa de 4% que é superior aos 3,5%.

No entanto estou bastante confusa e sei que não consigo ainda com clareza perceber qual a melhor opção. Tenho que decidir nos próximos dias, daí ter pedido ajuda no fórum.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites
O empréstimo é a 45 anos :-/ Não estava a contar fazer amortizações, pelo menos num prazo de 10 anos tenho a certeza que isso não seria opção.

Credo, eu não faria nada a mais de 30!

Tu até estás a pensar bem na coisa. Mas pensa agora nisto - tu dizes que num prazo de 10 nos tens a certeza que não vais conseguir por dinheiro de lado para fazer amortizações.

Se de hoje para amanhã tiveres algum azar (convenhamos, em 45 anos há uma grande probabilidade de mudares de emprego, ter um acidente, ter filhos ou sabe-se lá mais o quê daquelas coisas que nos dão despesa) como vais conseguir suportar essa despesa? Ou quando começares a pagar IMI? Ou o seguro de vida aumentar com a idade?

Vais ao banco e tentas negociar o empréstimo como? Mudando uma taxa que é fixa (e, pelos vistos, até já bastante baixa) não será; também não podes aumentar ao prazo do empréstimo porque ele já está esticado ao máximo; então como vais fazer?

Esta pergunta é a mais importante de responder antes mesmo de optar entre essas duas propostas. Se não encontrares resposta, mais vale arrendar uma casa durante uns tempos e pôr algum dinheiro de lado e tentar outra vez quando conseguires dar uma entrada maior e fazer um empréstimo menor.

Os spreads hoje em dia andam entre os 3,75% e os 5,5%.

Ando mesmo desatualizado... eu sabia que andavam altos, mas isto é ridículo. Até me admiro como é que alguém compra casa com spreads desses. O que mais me aflige é que quando a Euribor subir, quem está a fazer estes empréstimos vai ficar com a corda ao pescoço :-/

No entanto estou bastante confusa e sei que não consigo ainda com clareza perceber qual a melhor opção. Tenho que decidir nos próximos dias, daí ter pedido ajuda no fórum.

Aguarda por mais opiniões. Vais ficar mais confusa ainda, mas acho que vais conseguir tomar uma decisão mais informada também ;)
0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Obrigada pela tua opinião Paulo :)

Vou aguardar mais opiniões sim :)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

O empréstimo é a 45 anos :-/

Não estava a contar fazer amortizações, pelo menos num prazo de 10 anos tenho a certeza que isso não seria opção.

Os spreads hoje em dia andam entre os 3,75% e os 5,5%.

Pelas duas simulações que me deram, amortizo muito pouco em ambas. No caso de taxa fixa a 5 anos amortizo cerca de 7.800€ e a 10 anos amortizo 14.500€ (números redondos).

O meu receio é que a Euribor suba, o que penso que é inevitável, para valores que antes da crise eram os considerados "normais", cerca de 2% por exemplo. Mesmo que ao final de 5 anos consiga negociar o spread de 3,35% para um mais baixo, penso que seria óptimo se me dessem um spread de p.e. 2%. E o que penso é, se me derem um spread de 2% + Euribor a 2% (futurologia ninguém pode saber) dá uma taxa de 4% que é superior aos 3,5%.

No entanto estou bastante confusa e sei que não consigo ainda com clareza perceber qual a melhor opção. Tenho que decidir nos próximos dias, daí ter pedido ajuda no fórum.

Para esse prazo, esqueça qualquer um dos cenários que lhe apresentaram.

Atendendo à impossibilidade de efetuar poupanças com vista a amortizações anuais e à forte possibilidade da subida da euribor (ela até tem vindo a subir... suavemente) a sua taxa de esforço fica reduzida a "pão e água" como se costuma dizer!...

Procure:

1. indexar a euribor a 3 meses, já.

2. spread abaixo de 3%. Eles existem, mas para isso precisa de procurar e levar a documentação habitual (documentos de identificação, IRS,...).

3. saber se pode efetuar os seguros fora do CH. Caso a resposta seja negativa, qual a penalização no spread que lhe vierem a fazer.

Por outro lado, parece-me que seria aconselhável fazer um CH por um prazo menor, pois na eventualidade da prestação subir demasiado pode negociar com o banco o alargamento do prazo de pagamento. Ao alargar o prazo, a prestação mensal diminui e alivia-a durante algum tempo. Já o seu contrário, começando logo por escolher o prazo máximo, no futuro não pode fazer nada pois até já disse que não conta efetuar amortizações!...

Outra hipótese seria arrendar uma casa à sua medida!...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

ABCD muito obrigada pela sua resposta.

Neste momento estou desde há um ano numa casa arrendada por 600€, dai a opção de compra. Vou averiguar o custo de diminuir o prazo para 30 ou 35 anos. Nesse caso, com o prazo de 35 anos p.e. parece lhe preferível os 5 anos taxa fixa ou os 10 anos taxa fixa? Eu penso que existirá capacidade finançeira para amortizações a questão é que tenho a ideia que não compensa amortizar por exemplo 10.000€ para ter um benefício mensal de 15 ou 20€ Mensais. Penso que será preferível ficar com esse capital disponível para qualquer eventualidade. Parece lhe um pensamento economicamente errado?

Obrigada.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

ABCD muito obrigada pela sua resposta.

1. Neste momento estou desde há um ano numa casa arrendada por 600€, dai a opção de compra.

Vou averiguar o custo de diminuir o prazo para 30 ou 35 anos.

2. Nesse caso, com o prazo de 35 anos p.e. parece lhe preferível os 5 anos taxa fixa ou os 10 anos taxa fixa?

3. Eu penso que existirá capacidade finançeira para amortizações a questão é que tenho a ideia que não compensa amortizar por exemplo 10.000€ para ter um benefício mensal de 15 ou 20€ Mensais. Penso que será preferível ficar com esse capital disponível para qualquer eventualidade. Parece lhe um pensamento economicamente errado?

Obrigada.

1.

a) Tem capacidade financeira, garantida, para suportar essa renda ou algo mais?

B) Não encontra no mercado um imóvel à sua medida com uma renda mais em conta?

2. Leia com atenção o que escrevi na mensagem anterior.

3. Tem uma "ideia" errada. Para "eles" interessa-lhes ter capital para emprestar ou que reduza a sua divida e pague menos juros?

"...benefício de 10 ou 20€ mensais...". Fez alguma conta para chegar a essa conclusão?

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Cenário A: Empréstimo de 130.000€ com uma taxa fixa a 5anos de 2,75% (mensalidade de 448,68€). Sendo que após os 5 anos o spread contratado será de 3,35% acrescido da Euribor em vigor;

Cenário B: Empréstimo de 130.000€ com uma taxa fixa a 10 anos de 3,5% (mensalidade de 507,20€). Sendo que após os 10 anos o spread contratado será de 3,35% acrescido da Euribor em vigor.

Não estava a contar fazer amortizações, pelo menos num prazo de 10 anos tenho a certeza que isso não seria opção.

Neste momento estou desde há um ano numa casa arrendada por 600€, dai a opção de compra.
Portanto, neste momento estás a pagar 600€ de renda mas tens a certeza que a pagar menos de 450€ mensais não é opção ir amortizando...

Porquê?

Nesse caso, com o prazo de 35 anos p.e. parece lhe preferível os 5 anos taxa fixa ou os 10 anos taxa fixa?
Sem propostas concretas não é possível dizer.

Eu penso que existirá capacidade finançeira para amortizações a questão é que tenho a ideia que não compensa amortizar por exemplo 10.000€ para ter um benefício mensal de 15 ou 20€ Mensais. Penso que será preferível ficar com esse capital disponível para qualquer eventualidade. Parece lhe um pensamento economicamente errado?

Como diz o ABCD creio que estás a pensar mal... e de onde te vieram esses números?

Usa o simulador que está no blog para validares as tuas conclusões: http://www.pedropais.com/creditos/mapa-controlo-creditos

Vê, por exemplo, o que acontece se amortizares nos primeiros 5 anos 1000€ no fim de cada ano (a diferença entre a prestação e a renda que pagas agora é bem maior do que isso, deverias de conseguir juntar os 1000€ facilmente).

Concordo contigo quando dizes que deve haver dinheiro de lado para uma eventualidade. Mas também depende do que se faz com esse dinheiro - se é para ficar disponível, o mais provável é que não renda grande coisa. Não será também previdente ir diminuindo a dívida para, no caso de uma eventualidade, ela ser menor e mais confortável de pagar? Não deves estourar um fundo de emergência a amortizar o empréstimo. Mas ainda não consegui perceber porque estás tão convencida que não vais conseguir juntar dinheiro suficiente em 5 anos para pelo menos considerar a hipótese de o amortizar.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Obrigada pelas vossas respostas.

Atualmente tenho capacidade para suportar os 600€ e para juntar cerca de 10.000€ ao final de 5 anos.

A compra do imóvel será conjunta entre mim e o meu marido. Atualmente, 500€ mensais representam 25% do nosso orçamento mensal conjunto. Mas penso que temos de pensar no dia de amanhã e não apenas no presente, e o futuro anda muito instável.

O imóvel em questão está avaliado em 160.000€, é um imóvel novo, e com uma localização considerada boa. Tem garagem, arrecadação e um terraço com 60m2. Classe Energética A e é um T2 (não sei se estes dados são uteis em alguma coisa).

Após analisar os vossos conselhos, fiz novas simulações em ferramentas online que se encontram disponíveis, e gostava de partilhar convosco e ouvir os vossos comentários. O Empréstimo será de 130.000€ este input não muda. Agora os diferentes cenários:

Cenário A:

Prazo 45 anos

Prestação (com taxa fixa a 5 anos de 2,75%): 420€

Prestação (com taxa fixa a 10 anos de 3,5%): 478€

Amortização antecipada no período de taxa fixa com penalização de 2% acrescido de 4% de selo.

Amortização ao final de 5 anos: 10.000€.

Cenário B:

Prazo 40 anos

Prestação (com taxa fixa a 5 anos de 2,75%): 447€

Prestação (com taxa fixa a 10 anos de 3,5%): 503€

Amortização antecipada no período de taxa fixa com penalização de 2% acrescido de 4% de selo.

Amortização ao final de 5 anos: 10.000€.

Cenário C:

Prazo 35 anos

Prestação (com taxa fixa a 5 anos de 2,75%): 482€

Prestação (com taxa fixa a 10 anos de 3,5%): 537€

Amortização antecipada no período de taxa fixa com penalização de 2% acrescido de 4% de selo.

Amortização ao final de 5 anos: 10.000€.

No caso dos cenários B e C não tenho informação de quanto amortiza no crédito pois ainda não pedi essa simulação ao banco. Só tenho simulações para o cenário A.

Falaram em negociar o prazo do empréstimo. Será que os bancos negoceiam esse prazo? Será que depois na altura não se negam aproveitando questões da idade, compromissos contratuais, etc.? (idade: 28 anos).

Muito obrigada.

PG

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Pois, não me tinha lembrado que no caso da taxa fixa a penalização por amortização antecipada pode ir até aos 2% :(

Mesmo assim convinha confirmar se compensa ou não. E podes sempre esperar 5 anos e 1 dia para amortizar já no período da taxa indexada com uma penalização que não pode ultrapassar os 0,5% ;)

Simulações é fácil fazê-las, não é preciso esperar pelos bancos - há muitas ferramentas que podem ser usadas para fazer esses cálculos, já indiquei uma lá atrás.

Quanto à possibilidade de negociação - os bancos dizem qualquer coisa para conseguir o contrato. Depois de o terem, a conversa já pode ser outra. É verdade que há uns anos atrás, quando as taxas estavam bastante altas, a negociação era mais fácil. Mas o banco está sempre no seu direito de não aceitar uma negociação. Ou impor outras condições para que ela avance.

Eu acho que quando uma pessoa assina um contrato deve sempre assumir que vai ter que cumprir aquelas condições. Se conseguir negociar um contrato melhor mais para a frente, ótimo. Mas é sempre bom estar preparado para o pior caso, que é o de não conseguir.

De qualquer forma, se há uma almofada financeira, e na impossibilidade de chegar a uma negociação aceitável com o banco, existe sempre a hipótese de amortizar e reduzir os custos do empréstimo. O que me assustou lá atrás foi teres dito que tinhas a certeza que a amortização não seria uma opção. Deixou-me a pensar se estarias a pensar poupar para isso ou não.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Paulo, obrigada!

Oh... é que eu tinha a ideia, que é melhor irmos juntando o dinheiro em vez de o amortizar. Assim como tinha a ideia, parece-me que errada também, que é preferível ter o prazo máximo, enfim...

Paulo, então em relação à taxa fixa de 5 anos ou de 10 anos, imaginando o cenário intermédio, p.e., qual te parece a melhor opção, os 5 ou os 10 anos?

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites
Oh... é que eu tinha a ideia, que é melhor irmos juntando o dinheiro em vez de o amortizar. Assim como tinha a ideia, parece-me que errada também, que é preferível ter o prazo máximo, enfim...
Pode ser, pode não ser... essa análise deve ser sempre feita com base em contas e não com base naquilo que se ouve dizer por aí ;)

Por exemplo, se se consegue por o dinheiro a render a 5% ou 6% e se tem um empréstimo a uma taxa de 3% talvez mais valha ficar quieto e por o dinheiro a render. Se os valores forem ao contrário, compensa muito mais amortizar. Se se tem por hábito gastar o dinheiro sempre que ultrapassa um determinado montante ("já temos 10.000€, podemos fazer aquelas férias que andávamos a pensar"), se calhar mais vale "guardá-lo" na amortização do empréstimo. Há muitas formas de ver a coisa, a análise tem de ser feita em cada momento. Não se deve é dizer à partida que vou fazê-lo ou que não o quero fazer só porque sim...

Paulo, então em relação à taxa fixa de 5 anos ou de 10 anos, imaginando o cenário intermédio, p.e., qual te parece a melhor opção, os 5 ou os 10 anos?
Aquilo que disse antes mantenho - a taxa a 5 anos parece-me mais atrativa. Gostava de ter uma simulação sem taxa fixa para comparar os primeiros 5 anos, mas mesmo assim, aquela parece-me uma boa taxa a manter.

Quanto ao prazo eu preferia o mais curto possível - assim como assim, a prestação continua mais baixa que a renda que pagais agora, por isso imagino que seja suportável, pelo menos durante os primeiros 5 anos. Além disso, quanto mais curto o prazo, maior a prestação, é certo, mas também mais estão a amortizar de cada vez - quando chegarem aos 5 anos, vão estar a dever menos num empréstimo a 35 anos do que num empréstimo a 40 ou 45.

Convém é fazerem uma simulação do que acontece ao fim dos 5 anos. Por exemplo, se a Euribor passar para 3%? E se passar para 5%, como ainda há uns anos chegou a estar? Com os 3,35% em cima, dá uma taxa jeitosa - qual seria a prestação com essa taxa em cada um dos cenários? (eu sei fazer as contas, mas parece-me que seria interessante vocês tentarem fazê-las com um simulador para perceberem de que forma estas variáveis fazem mexer o valor da prestação).

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Pois, não me tinha lembrado que no caso da taxa fixa a penalização por amortização antecipada pode ir até aos 2% :(

Mesmo assim convinha confirmar se compensa ou não. E podes sempre esperar 5 anos e 1 dia para amortizar já no período da taxa indexada com uma penalização que não pode ultrapassar os 0,5% ;)

Simulações é fácil fazê-las, não é preciso esperar pelos bancos - há muitas ferramentas que podem ser usadas para fazer esses cálculos, já indiquei uma lá atrás.

Quanto à possibilidade de negociação - os bancos dizem qualquer coisa para conseguir o contrato. Depois de o terem, a conversa já pode ser outra. É verdade que há uns anos atrás, quando as taxas estavam bastante altas, a negociação era mais fácil. Mas o banco está sempre no seu direito de não aceitar uma negociação. Ou impor outras condições para que ela avance.

Eu acho que quando uma pessoa assina um contrato deve sempre assumir que vai ter que cumprir aquelas condições.

1. Se conseguir negociar um contrato melhor mais para a frente, ótimo. Mas é sempre bom estar preparado para o pior caso, que é o de não conseguir.

Concordo que os "bancos" fazem tudo para convencer os cliente da melhor solução que apresentam e que após o contrato assinado este deve ser cumprido.

1. já em relação a negociar após o contrato assinado, não me parece a melhor opção. A existir negociação deve ser antes de efetuar o contrato. Depois, fica sujeito às condições que os bancos quiserem impor!...

Eu não vou negociar a construção de uma casa depois de ela já estar construída. Devo negociar antes de ela estar "construída" afim de prevenir despesas extras!...

Dai ter dito antes, quais as condições de partida para recorrer a um CH com alguma margem de manobra para o cliente se defender no futuro quer este seja distante quer este seja próximo.

Para esse prazo, esqueça qualquer um dos cenários que lhe apresentaram.

Atendendo à impossibilidade de efetuar poupanças com vista a amortizações anuais e à forte possibilidade da subida da euribor (ela até tem vindo a subir... suavemente) a sua taxa de esforço fica reduzida a "pão e água" como se costuma dizer!...

Procure:

1. indexar a euribor a 3 meses, já.

2. spread abaixo de 3%. Eles existem, mas para isso precisa de procurar e levar a documentação habitual (identificação, contribuinte, IRS,...).

3. saber se pode efetuar os seguros fora do CH. Caso a resposta seja negativa, qual a penalização no spread que lhe vierem a fazer.

Por outro lado, parece-me que seria aconselhável fazer um CH por um prazo menor, pois na eventualidade da prestação subir demasiado pode negociar com o banco o alargamento do prazo de pagamento. Ao alargar o prazo, a prestação mensal diminui e alivia-a durante algum tempo. Já o seu contrário, começando logo por escolher o prazo máximo, no futuro não pode fazer nada pois até já disse que não conta efetuar amortizações!...

Outra hipótese seria arrendar uma casa à sua medida!...

Pela recente troca de mensagens observo que não leu ainda o que a aconselhei a fazer!

Esqueça os cenários que apresenta obtidos por simulação online. Vá pelo seu pé aos bancos e negoceie diretamente. As taxas que deixou aqui podem não ser iguais às que obtem quando negoceia diretamente com o funcionário/gestor do banco A, B, C, D,...

Ainda recentemente vieram dizer que a entidade X não faz simulação de CH com euribor a 3 meses. Ora, eu sei que a entidade X faz o CH com euribor a 3 meses se o cliente der a cara e revelar que sabe o que está a fazer!...

Em relação dados reais (e não o "disse que disse" ou "tinha ideia que era assim"...) de CH, deixo o link de uma amortização apenas com 2000€. Atente na diferença de valores (prestação mensal, juros e eventual investimento no mesmo valor):

http://www.forumfinancas.com/index.php?topic=10509.msg94231#msg94231

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

O imóvel em questão está avaliado em 160.000€, é um imóvel novo, e com uma localização considerada boa. Tem garagem, arrecadação e um terraço com 60m2. Classe Energética A e é um T2 (não sei se estes dados são uteis em alguma coisa).

1. Após analisar os vossos conselhos, fiz novas simulações em ferramentas online que se encontram disponíveis, e gostava de partilhar convosco e ouvir os vossos comentários. O Empréstimo será de 130.000€ este input não muda. Agora os diferentes cenários:

Cenário A:

Prazo 45 anos

Prestação (com taxa fixa a 5 anos de 2,75%): 420€

Prestação (com taxa fixa a 10 anos de 3,5%): 478€

Amortização antecipada no período de taxa fixa com penalização de 2% acrescido de 4% de selo.

Amortização ao final de 5 anos: 10.000€.

Cenário B:

Prazo 40 anos

Prestação (com taxa fixa a 5 anos de 2,75%): 447€

Prestação (com taxa fixa a 10 anos de 3,5%): 503€

Amortização antecipada no período de taxa fixa com penalização de 2% acrescido de 4% de selo.

Amortização ao final de 5 anos: 10.000€.

Cenário C:

Prazo 35 anos

Prestação (com taxa fixa a 5 anos de 2,75%): 482€

Prestação (com taxa fixa a 10 anos de 3,5%): 537€

Amortização antecipada no período de taxa fixa com penalização de 2% acrescido de 4% de selo.

Amortização ao final de 5 anos: 10.000€.

No caso dos cenários B e C não tenho informação de quanto amortiza no crédito pois ainda não pedi essa simulação ao banco. Só tenho simulações para o cenário A.

2. Falaram em negociar o prazo do empréstimo. Será que os bancos negoceiam esse prazo? Será que depois na altura não se negam aproveitando questões da idade, compromissos contratuais, etc.? (idade: 28 anos).

Muito obrigada.

PG

1. Eis o que não devia fazer, pois está assumir como certas aquelas realidade obtidas por simulação online... A simulação no banco aproxima-se mais da realidade face aos dados que apresentar.

Atendendo aos dados obtidos, porque não procurou fazer uma simulação a 30 anos? Se paga uma renda de 600€, parece-me que há margem para reduzir o prazo!...

2. Se escolher o prazo máximo, como parece ser o caso (45 anos), qual a margem com que fica para negociar com o banco? Dito de outra forma, acha que o banco irá negociar consigo, na altura, caso a prestação se torne muito elevada para os rendimentos que auferir? Eu diria que só negociará a redução do prazo caso se apresente com capital para o fazer...

Dai que lhe tenha dito logo, que deve começar já com o menor prazo possível. Quando as condições se complicarem, ai tem margem de manobra para que o banco aceite negociar o aumento do prazo afim de diminuir a prestação mensal do CH. A consequência desta "negociação" é que terá de pagar mais juros, dai o banco aceitar esta "negociação"!...

Caso, a vida corra de feição e consiga colocar de lado um determinado montante que não lhe faça falta, então poderá efetuar amortizações periódicas cuja comissão será de 0,5% se indexar o seu CH a uma taxa variável. Já se mantiver a ideia de ir para a taxa fixa a comissão pela amortização será de 2%. Em ambos os casos acresce imposto de selo!

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites
Concordo que os "bancos" fazem tudo para convencer os cliente da melhor solução que apresentam e que após o contrato assinado este deve ser cumprido.

1. já em relação a negociar após o contrato assinado, não me parece a melhor opção. A existir negociação deve ser antes de efetuar o contrato. Depois, fica sujeito às condições que os bancos quiserem impor!...

Eu não vou negociar a construção de uma casa depois de ela já estar construída. Devo negociar antes de ela estar "construída" afim de prevenir despesas extras!...

Dai ter dito antes, quais as condições de partida para recorrer a um CH com alguma margem de manobra para o cliente se defender no futuro quer este seja distante quer este seja próximo.

Óbvio que se deve sempre tentar negociar o mais possível antes de assinar o contrato. A pergunta era sobre se os bancos costumam negociar depois, foi a isso que respondi ;)

Mas sim, tentar espremer ao máximo antes...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites
Óbvio que se deve sempre tentar negociar o mais possível antes de assinar o contrato. A pergunta era sobre se os bancos costumam negociar depois, foi a isso que respondi ;)

Mas sim, tentar espremer ao máximo antes...

Não sei se será assim tão óbvio para quem não lide com estes casos. Dai que explique logo a seguir, as razões porque deve negociar antes!...  ;)

2. Se escolher o prazo máximo, como parece ser o caso (45 anos), qual a margem com que fica para negociar com o banco? Dito de outra forma, acha que o banco irá negociar consigo, na altura, caso a prestação se torne muito elevada para os rendimentos que auferir? Eu diria que só negociará a redução do prazo caso se apresente com capital para o fazer...

Dai que lhe tenha dito logo, que deve começar já com o menor prazo possível. Quando as condições se complicarem, ai tem margem de manobra para que o banco aceite negociar o aumento do prazo afim de diminuir a prestação mensal do CH. A consequência desta "negociação" é que terá de pagar mais juros, dai o banco aceitar esta "negociação"!...

Caso, a vida corra de feição e consiga colocar de lado um determinado montante que não lhe faça falta, então poderá efetuar amortizações periódicas cuja comissão será de 0,5% se indexar o seu CH a uma taxa variável. Já se mantiver a ideia de ir para a taxa fixa a comissão pela amortização será de 2%. Em ambos os casos acresce imposto de selo!

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

ABCD, obrigada pelas suas respostas.

Em relação aos conselhos que deu, e que desde já agradeço, embora não tenha comentado, li e refleti sobre eles, passo a explicar o meu pensamento:

1. Euribor a 3 meses: vou pedir para indexarem no período de taxa variável a Euribor a 3 meses, o banco até me disse que poderia ser mensalmente, no entanto que não era habitual;

2. O spread que me apresentaram é de 3,35%. O outro melhor que recebi foi no BIC a 3,00%;

3.Seguros:

3.1. O valor do seguro do imóvel é fixo 79,80€/ano nos primeiros 10 anos, depois disso tem subidas pouco expressivas de aproximadamente 1€/mês. O valor de 6,65€/mês é o melhor que encontrei em todas as simulações de outros bancos.

3.2. O valor do seg. de vida para os 2 proponentes é de 26€ e tem subidas pouco expressivas anualmente.

3.3.A penalização de não contratação dos seguros pelo banco são 0,05% no spread.

Ainda em relação ao ponto 2. posso ter um spread a 3%, é melhor? Penso que não, visto que tenho que somar a Euribor 0,43% (a seis meses). Dá um total de 3,43% sempre com tendência a crescer... portanto num futuro próximo (5anos), o spread de 3% + Euribor não é competitivo com uma taxa fixa de 2,75% que à data de hoje significa p.e. ter um spread de 2,32% + Euribor.

E, independentemente de subir ou não, este é o valor fixo 2,75% que, durante 5 anos eu sei que tenho que pagar. Por isso neste ponto 2, penso que à data, já tenho as melhores condições, taxa fixa de 2,75% a 5 anos ou até mesmo a fixa de 3,5% a 10 anos, com um spread de 3% + 0,43% actuais já está nos 3,5%(~).

Não concorda?

Paulo, obrigada pela sua resposta em relação à negociação com os bancos. De facto é melhor assumirmos o compromisso de que o que assinamos é o que vamos ter de cumprir.

ABCD em relação ao facto de agora estar a dispor de 600€ e poder até dispor de mais, no caso de ter que diminuir o tempo do empréstimo, eu agora, ate podia diminuir o tempo para 25 anos. Não haveria problema. A questão é que eu, tal como mais de metade dos portugueses, não sabemos como é que a economia, e como é que a nossa vida profissional estará dentro de 10 / 15 anos, daí, e no seguimento daquilo que o Paulo disse, querer que, quando assumo um contrato, saber que penso que irei puder cumprir com o que estou a assinar em todo o período e não apenas nos primeiros anos.

Assim, e postos os cenários que atrás mencionei, será que me pode dar a sua opinião ABCD sobre qual o mais vantajoso? (Eu já estou inclinada para o de 35 anos) no entanto, em relação à taxa fixa a 5 ou 10 anos, qual a melhor?

Muito obrigada pela v/a disponibilidade.

PG

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

O que lhe fazem quando o prazo da taxa fixa acabar? Continua com nova taxa fixa a combinar na altura ou o CH é automaticamente indexado a uma euribor pré-definida?

Se a penalização por fazer o seguro de vida fora do contrato é apenas de 0,05%, não hesite. No longo prazo perceberá a diferença!...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

O que lhe fazem quando o prazo da taxa fixa acabar? Continua com nova taxa fixa a combinar na altura ou o CH é automaticamente indexado a uma euribor pré-definida?

Se a penalização por fazer o seguro de vida fora do contrato é apenas de 0,05%, não hesite. No longo prazo perceberá a diferença!...

Fica desde já contratualizado, que ao final da taxa fixa, quer seja a 5anos ou a 10 anos, o spread contratado é de 3,35% a acrescer a Euribor em vigor.

Vou averiguar mais opções de seguro. Tenho que fazer logo desde o inicio do contracto ou ou posso durante o contrato optar por outra seguradora e transferir o crédito?

Obrigada.

PG

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Fica desde já contratualizado, que ao final da taxa fixa, quer seja a 5anos ou a 10 anos, o spread contratado é de 3,35% a acrescer a Euribor em vigor.

Vou averiguar mais opções de seguro. Tenho que fazer logo desde o inicio do contracto ou ou posso durante o contrato optar por outra seguradora e transferir o crédito?

Obrigada.

PG

A transferência de crédito ocorreu no passado e foi uma "moda" que já passou... agora dificilmente isso voltará a acontecer!...

O que decidir no inicio é o que prevalece até ao fim do contrato. Assim, aconselho-a a contratar o seguro de vida, pelo menos, fora do CH. Este poderá ser relativamente acessível nos primeiros anos do contrato. Mas à medida que a idade avança o seguro de vida aumenta substancialmente... Ora, como a penalização é de 0,05%, faça-o já procurando no mercado um bom seguro de vida a um preço competitivo!...

Em relação ao spread após o final do prazo da taxa fixa, se encontrar agora no mercado um spread de 3% a taxa variável (de preferência a 3 meses) durante o prazo todo, não lhe parece que compensa?

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

ABCD, se encontrar agora spread a 3% tinha de acrescer a Euribor a 3 ou a 6 meses que está a subir... À data de hoje, o somatório não daria os 3,5% mas estaria muito perto e em poucos meses lá chegaria e ultrapassaria. Se contratar já 3,5% parece me q a curto prazo é mais vantajoso do q com spread a 3% acrescido da Euribor. Que lhe parece? Será uma melhor opção os 2,75% a 5 anos ou 3,5% a 10 anos?

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

ABCD, se encontrar agora spread a 3% tinha de acrescer a Euribor a 3 ou a 6 meses que está a subir... À data de hoje, o somatório não daria os 3,5% mas estaria muito perto e em poucos meses lá chegaria e ultrapassaria. Se contratar já 3,5% parece me q a curto prazo é mais vantajoso do q com spread a 3% acrescido da Euribor. Que lhe parece? Será uma melhor opção os 2,75% a 5 anos ou 3,5% a 10 anos?

Pode dizer qual a entidade bancária onde tem as simulações da taxa fixa?

Por acaso há outro tópico parecido com o seu em que a questão do spread, em análise, está no intervalo entre 2,55% e 2,45% (ou 2,40%)!...

Fala no curto prazo, mas não pensa muito no longo prazo. Quando "eventualmente" passar para spread de 3,35%, a euribor deverá estar bem mais alta do que está agora. Não lhe parece que o banco recupera tudo, e algo mais, após o período da taxa fixa?

Parece-me que deveria procurar outras soluções, nomeadamente outras entidades onde o spread fosse mais em conta!...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

ABCD, o banco é a CGD, e falei com eles hoje e fui informada, que os spreads são apresentados de acordo com o tipo de clientes. Quanto melhor o cliente, melhor o spread. Se o cliente tiver uma conta poupança habitação, se tiver um PPR, uma conta poupança, etc. etc. eles dão um melhor spread. Foi esta a informação que me deram.

Fui também ao Totta, e o spread são 2,99% no meu caso, a acrescer da Euribor.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

ABCD, o banco é a CGD, e falei com eles hoje e fui informada, que os spreads são apresentados de acordo com o tipo de clientes. Quanto melhor o cliente, melhor o spread.

Se o cliente tiver uma conta poupança habitação,

se tiver um PPR, uma conta poupança, etc. etc. eles dão um melhor spread. Foi esta a informação que me deram.

Fui também ao Totta, e o spread são 2,99% no meu caso, a acrescer da Euribor.

Não vi que já tinha respondido. Ao mudar o nome, fico um pouco baralhado. Agora tenho de reler a sua situação...

Qual a sua relação com a CGD?

Mas, apesar disso, um bom cliente também pode ser aquele que pede apenas 50-60% (relativamente ao valor da avaliação) do capital necessário para avançar!...

Só foi à CGD e ao Totta?

Já foi ao BIC (não confundir com BIG...)?

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Este conteúdo terá de ser aprovador por um moderador

Visitante
Está a comentar como Visitante. Se já se registou, por favor entre com o seu Nome de Utilizador.
Responder a este tópico

×   Colou conteúdo com formatação.   Remove formatting

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead